Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 28/06/2020
No livro “Capitães de Areia”, do escritor Jorge Amado, conta-se a história de garotos marginalizados, que vivem em situações precárias, como o abando parental e a violência, que cometem séries de delitos, à semelhança de furtos, ao longo da narrativa. Destarte, condições como a miséria e a violência os acometem, transparecendo as dificuldades de jovens que padecem de situações afins. Sob esse mesmo prisma, observa-se, na contemporaneidade, muitos jovens brasileiros em situação de criminalidade. Essa condição vigora por inúmeros fatores, tal como a violência em muitos lares brasileiros e a baixa escolaridade de grande parcela dos jovens nacionais.
A priori, deve-se considerar o altíssimo número de jovens em situação de cárcere no país: 22,6 mil jovens privados de liberdade, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse cenário denota péssimas condições que muitos jovens enfrentam no Brasil. À luz disso, a violência doméstica é um dos fatores que influencia na criminalidade juvenil, como ocorre na obra “Capitães de Areia”, pois muitos adolescentes prederem ir às ruas diante de tanta violência, aumenta a vulnerabilidade. Dessarte, esse panorama que vigora há muito tempo no Brasil- visto que é vigente em livros anteriores ao século XXI, como na obra “Campo Geral”, publicado em 1964, do escritor Guimarães Rosa, em que o personagem “Miguelim” é espancado constantemente pelo seu pai- necessita ser tratado na sociedade.
Ademais, a baixa escolaridade de jovens brasileiros é um fato determinante no alto número de jovens em situação de criminalidade, consoante o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que afirma que a cada 1% a mais de jovens entre 15 e 17 anos fora da escola, a taxa de homicídio numa determinada localidade aumenta 2%. Sob essa perspectiva, políticas públicas urgem-se necessárias para que o números de jovens em situação de criminalidade diminua, pois toda sociedade, incluindo os infratores, visto que perdem o seu direito de liberdade, é lesada com essa condição.
Portanto, é indubitável que a criminalidade assola grande parte da juventude brasileira, condição que deve ser alterada. Para isso, cabe ao Ministério da Educação instalar cursos profissionalizantes, contemplando diversas áreas do conhecimento, como Ciências Exatas e as Biológicas, nas escolas de todo país, principalmente nas regiões periféricas, em que os jovens encontram-se em maior situação de vulnerabilidade à criminalidade. Esses cursos objetivarão manter os jovens em ambientes propícios ao desenvolvimento desses, e devem ser fornecidos por grandes empresas, que ganharão mão de obra qualificada e, ainda, vantagens fiscais, como a supressão de certos impostos, uma vez que prestarão serviços à sociedade. Além disso, psicólogos devem estar presentes em todas as escolas públicas do país, para que jovens que sofram violência doméstica possam receber ajuda contra esse mal.