Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 22/08/2020

A Constrição Federal, em seu artigo 227, garante que é dever do Estado e da família colocar os jovens a salvo de qualquer forma de violência. Contudo, esse documento é ferido com a presença de crianças e adolescentes na criminalidade, sendo motivada por diversos fatores. Dentre eles, a falta de oportunidade do primeiro emprego, a qual acarreta na adesão ao mundo do tráfico e das drogas, e a precariedade do sistema público, que não conta com medidas de prevenção e combate ao crime juvenil, ressaltando total descaso. Exigindo, dessa forma, medidas paliativas.

A princípio, vale salientar que, mesmo com a criação de Ministério do Trabalho em 1930, não fora instituída nenhuma medida de incentivo ao emprego juvenil. Desse modo, hodiernamente, esse cenário se abranda, uma vez que, sem ações estimulantes ao primeiro trabalho ou, até mesmo, a estágios remunerados, visando a integração dos jovens ao mundo profissional, os deixa suscetíveis as drogas, e, consequentemente, a criminalidade. Segundo pesquisa do jornal Folha de São Paulo, a elevação do desemprego está produzindo o aumento do tráfico de drogas, evidenciando que quando a infração é regra, a intervenção estatal é exceção.

Outrossim, a filósofa Hannah Arendt, em seu arcabouço de banalidade do mal, prefere que o Estado negligência situações problemáticas na sociedade. De maneira análoga, essa teoria aplica-se ao cenário brasileiro, haja vista que, trivializando os crescentes crimes entre os adolescentes, o Governo não contou com políticas públicas de desestímulo a delitos, como programas reformatórios de menores infratores e incitantes à educação. No documentário Falcão - Meninos do Tráfico, conta história de garotos envolvidos com o crime nas grandes periferias e a ineficiência em combater tal problemática, mostrando a constante inoperância estatal.

Em suma, o Estado e a população devem agir juntos para superarem impasses, consoante afirma John Locke. Por conseguinte, compete ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Trabalho, a criação de políticas públicas que visem a geração de estágio e empregos no país, em diversos setores, com o fito de evitar delitos entre os adolescentes e possibilitar ascensão social. E assim, com medidas graduais e progressivas, reduzir a criminalidade entre jovens e fazer valer a Carta Magna de 1988.