Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 07/05/2021
Na obra Pré-Modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, ao observar o aumento na taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros, percebe-se que esses desafios ainda não foram superados, já que a omissão do governo e a má formação educacional potencializam esse entrave.
Sob esse viés, deve-se ressaltar a passividade do Estado com medidas suficientemente efetivas para combater a crescente taxa de criminalidade entre os jovens. Nesse sentido, é notória a carência de investimentos em sistemas de proteção desses indivíduos, como os Conselhos Tutelares, uma vez que diversos municípios do país não possui polos de assitência e profissionais da psicologia para atender às necessidades dos menores de idade, bem como a falta de fiscalização desses indivíduos na relação familiar, os quais são essenciais para enfrentar esse cenário deturpador para a segurança pública. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o governo não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a proteção, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental pontuar a má formação educacional como um dos complicadores para a elevada taxa de criminalidade entre os jovens na hodiernidade. Segundo o escritor Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que podem proporcionar voos ou condição de alienação. Nesse sentido, a falta de orientação pedagógica com os adolescentes sobre a criminalidade, bem como a carência de palestras socioeducativas acerca dos riscos dessas práticas para com o corpo social, contribui para o envolvimento de menores em delitos, como evidenciado em pesquisas realizadas pelo Data Folha, com cerca de 30,9% do total de homicídios cometidos por jovens. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.
Diante dos argumentos supracitados, é importante salientar a necessidade de evitar esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo apresente mecanismos para combater o aumento na taxa de criminalidade entre os jovens, por meio de investimentos em Conselhos Sociais e também em educandários, os quais visem uma maior coordenação sobre a vida pessoal do indivíduo, além de garantir sua proteção frente os infortúnios presentes na sociedade contemporânea, com a finalidade de garantir aos jovens direitos sociais como proteção e bem-estar. Assim, tornar-se-á possível o Brasil alcançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma.