Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 30/06/2021

Considerado o maior ordenamento jurídico acerca dos direitos das crianças e adolescentes no país, o Estatuto da Criança e do Adolescente, promulgado em 1990, expõe uma série de garantias e tratamentos dessa parcela social. Apesar de sua relevância, ainda atualmente há uma série de desafios enfrentados por esse público, os quais prejudicam suas vivências na sociedade, como o aumento da taxa de criminalidade entre esses jovens. Dessa forma, faz-se necessária a análise de como raízes históricas do modelo econômico vigente, bem como a omissão escolar corroboram essa problemática na nação.

Em primeiro plano, é importante salientar como os primórdios da lógica do capitalismo cristaliza o acréscimo dos indivíduos em questão no mundo do crime. Isso ocorre porque, desde o período da colonial, boa parte da população residente no país foi excluida da integração econômica e seu desenvolvimento, isto é, houve uma concentração de renda em poquíssimas pessoas. Nesse contexto, apesar de terem se passados muitos anos, o cenário brasileiro é de extrema desigualdade e, portanto, muitas famílias vivem em situação de pobreza e miséria e, na maioria das vezes, retiram seus filhos das escolas e os colocam para trabalhar ilegalmente. Desse modo, não raramente esses jovens são postos em situações de riscos para conseguirem alguma renda em suas casas. Sob esse panorama, é possível citar o relatório de 2019 da Unicef, o qual descrevia o perfil da maioria das crianças e adolescentes envolvidos com criminalidade como sendo “pobres que viviam em periferias”.