Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 25/08/2021

Muito se tem discutido, acerca da criminalidade entre os jovens brasileiros. Fica evidente que essa questão precisa ser polemizada, uma vez que o número de jovens infratores só cresce ao longo dos anos. Por isso, a razão desse problema precisa ser analisada, para que alguma ação seja tomada para a melhor qualidade de vida das gerações futuras.

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, atualmente vivemos na “modernidade líquida” cuja característica é a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, que influencia diretamente os jovens uma vez que inseridos nessa sociedade que não lhe dão devida atenção, eles se tornam mais vulneráveis a entrar para o mundo do crime. Para os especialistas a fragilidade atual de proteção social, e a má qualidade dos ensinos fundamental e médio e a falta de iniciativa e programas governamentais para o atendimento dos menores, contribui para o envolvimento de menores em crimes e delitos. a solução seria então investir em educação para impedir que os jovensndeixem a escola e optem pela criminalidade. A evasão escolar favorece os jovens a infringir a lei,

dados preliminares de um estudo que será lançado pela Unicef, apontam que 70% dos jovens brasileiros entre 14 e 19 anos que são vítimas ou autores de homicídios estão fora da escola há pelo menos dois anos, em sua maioria, deixaram os estudos, por serem vítimas de discriminação racial, homofobia, exploração sexual e, sobretudo, trabalho infantil.

O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço da criminalidade entre os jovens deve tornar-se efetivo, uma vez que investir em educação torna um jovem bem mais qualificado, propício a conseguir um emprego, e menos suscetível de se envolver com o crime, mas além disso, há outro ponto importante: que os estudantes sejam acompanhados por profissionais, como psicólogos e assistentes sociais, com objetivo de detectar problemas de indisciplina e evitar que o adolescente deixe a escola. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar esse problema