Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 21/11/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, alguns direitos, tais quais como o da educação e segurança, inerente a todo cidadão brasileiro. Portanto, tal beneficio não tem se repetido com ênfase na prática quando se observa o aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.

Diante dessa perspectiva, faz-se invevitável o estudo dos fatores que favorecem esse quadro. Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o aumento na criminalidade. Nesse sentido, cabe buscar meios para que o Estado garanta boas oportunidades e o jovem sinta-se protegido pelo governo. Essa circunstância, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a direito a educação, segurança e proteção a infancia, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental confessar que o indice de violência na infância vem sendo impulsionador do aumento da criminalidade no Brasil. Grande maioria dos jovens e adolescentes em regime de internação passaram por algum tipo de violência na infancia, seja em casa ou no meio que convive. O que acarreta traumas fazendo com que problemas psicossociais sejam revelados quando adolescentes. Tendo assim a sociedade e a família grande responsabilidade para evitar o aumento criminal no Brasil, não podendo se habituar com tal situação.

Diante de tal exposto é necessário cessar tal conflito. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Percebe-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o jovem e o adolescente, por intermédio de políticas que o incluam na sociedade por meio de cursos profissionalizantes e oportunidades de emprego – podendo vincular estudo a trabalho remunerado – a fim de evitar a busca de sustento por meios ilicitos. Assim, se consolidará uma sociedade mais armonioza e segura, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.