Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 01/10/2019

Em meados dos anos de 1940, a incidência de mortes antes de um ano de vida, alcançava mais de cem crianças para cada mil nascidas vivas. Porém, mesmo após mais de sessenta anos, com todos os avanços tecnológicos na saúde e na qualidade de vida, a mortalidade infantil ainda é um problema evidente nas regiões mais pobres e carentes da sociedade contemporânea do Brasil.

Em primeiro lugar, cabe salientar que, o aumento da taxa de mortalidade infantil no país ocorre, principalmente, devido a escassez dos serviços públicos de saúde, especialmente dos atendimentos de pré-natal e acompanhamento pós parto, que são os principais responsáveis por prevenir doenças durante a gestação e após o nascimento. Prova disso, são os dados divulgados no site do Ministério da Saúde, que evidenciam que, quanto maior a incidência da participação da gestante e da mulher puerpério em consultas médicas, menores os riscos de morte infantil.

Além disso, as regiões mais pobres do país são as mais afetadas pelo problema, denunciando, assim como trouxeram os dados da pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que a falta de saneamento básico existentes em regiões carentes provocam, diretamente, a proliferação de doenças e, com isso, os mais sensíveis imunologicamente ficam suscetíveis a obtê-las, causando, na maioria das vezes, problemas crônicos e, não raramente, a morte após o parto.

Portanto, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir na construção de novas unidades de saúde, especialmente nas regiões mais pobres do país e com maior incidência de nascidos vivos por ano, para conseguir, em fim, que haja maior acesso às consultas obstétricas, evitando problemas de saúde durante e após o parto. Dessa forma, será possível garantir um serviço de saúde que, de fato, integra indivíduos e promove o bem estar social. Só então seremos uma sociedade plena de igualdade de direitos.