Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 22/09/2019

Promulgada em 1948, pela Organização das nações unidas (ONU), a Declaração dos Direitos Humanos garante o direito à vida para todos. Entretanto, o aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil, devido precário sistema de saúde público nacional e a desenformação, ameaçam esse direito existencial universal. Dito isso, destaca-se a necessidade de sanar esse problema que assola a sociedade.

Em primeiro plano, a taxa de mortalidade infantil cresceu devido a cortes na área da saúde que ocorrem desde 2016. Com as novas politicas neoliberais iniciadas no Governo de Michel Temer, investimentos voltados a população - principalmente ao Sistema Único de Saúde (SUS) - foram reduzidos, por consequência, os hospitais públicos ficaram sem verba para realizar procedimentos essenciais em gestantes e recém-nascidos (por exemplo, o pré-natal); a medida gerou um aumento da morte de crianças que pode ser refletido nas estatísticas feitas pelo jornal O Globo, no qual a taxa de mortalidade cresceu 4% no período de 2015 a 2016.

Ademais, a dispersão de noticias falsas também esta relacionado a elevação no número de crianças mortas. O filósofo Descartes dizia que as pessoas devem colocar todas as informações que chegam até elas em dúvida, porém, essa atitude não vem sendo feita pelos novos pais; notícias não verídicas que relacionam doenças como o autismo a vacinas fizeram os responsáveis não vacinarem seus filhos, como resultado, doenças controladas - sarampo, rubéola e caxumba - voltaram a assolar crianças no país e fizeram as taxas de mortalidade infantil dispararem.

À luz dos fatos superpostos certas medidas devem ser tomadas, como: o Estado suspender imediatamente o corte de verba da saúde pública e, em parceria com o Ministério da Saúde, investir na infraestrutura e suprimentos dos hospitais do SUS, principalmente nos setores da pediatria e obstetrícia, para melhorar o atendimento a gestantes e recém-nascidos; ele também deve promover campanhas midiáticas nos meios televisivos e nas redes sociais sobre a vacinação, desmentindo as noticias falsas que circulam pela internet, para promover a imunização entre as crianças novamente, afinal, todos possuem o direito á vida.