Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 08/10/2019
A mortalidade infantil acontece, sobretudo, por deficiência de políticas públicas e por desinformação ou negligência dos guardiões de um recém-nascido. De 2015 para 2016 houve um aumento significativo da taxa de mortalidade infantil no Brasil, segundo o IBGE. Isso ocorreu devido a um recrudescimento dos investimentos em saúde pública.
A falta de atenção do Estado para com a sua população, sobretudo a parcela mais vulnerável socioeconomicamente, no que diz respeito à prestação de serviços medicos, é notória: é comum se deparar com relatos de mal atendimento em unidades de saúde. Ademais, o não tratamento de esgoto propicia a proliferação de microorganismos, muitos dos quais patogênicos e, perigosos às crianças recém-nascidas. O baixo índice de coleta de esgoto é realidade: segundo uma pesquisa do IBGE de 2016, cerca de 34% dos domicílios brasileiros não têm acesso à rede de esgotamento sanitário.
Um segundo importante fator para a mortalidade infantil no país é a falta de conhecimento dos pais de crianças pequenas sobre medidas profiláticas e primeiros socorros. Dois exemplos dessa ignorância são a permissão da criança brincar na terra colocando a mão suja em contato com as vias respiratórias; e as pancadas nas costas de um bebê quando este se engasga. (A terra contém microorganismos, entre os quais há os que se alojam no pulmão provocando doenças. O melhor método para se desengasgar uma pessoa é apertar abruptamente o seu diafragma.)
A taxa de mortalidade infantil no Brasil é alta em comparação com a de países desenvolvidos, mas, recentemente, aumentou por consequência da diminuição do investimento em saúde pública, que já é baixo: segundo a OMS, em um levantamento de 2014, o orçamento brasileiro para a saúde é de aproximadamente 7% dos gastos públicos, enquanto nas Américas e na Europa essas taxas são, em média, de 14% e 13%, respectivamente.
Diante desse quadro, e dada a imporância de uma boa assistência médica pública e da orientação coletiva para o combate às mortes precoces, duas medidas importantes são: o governo destinar verbas para o ministério da saúde melhorar o programa Mais Médicos, que disponibiliza assistência à saúde das populações mais pobres; criando, para isso, editais para a contratação de mais profissionais, como médicos da família; também faz-se importante a criação de um programa, por parte do próprio ministério da saúde, para o acompanhamento mensal de gestantes. Investindo em prevenção o país deixará de gastar com remediação, isto é, com o tratamento de doenças que poderiam nem ter se manifestado caso houvesse assistência médica holística, saneamento básico ou esclarecimento coletivo acerca de temas básicos como a prevenção de doenças.