Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Antes da Revolução Industrial era comum as famílias terem muitos filhos, pois sabiam que não viveriam por muito tempo ou até não chegariam a nascer. Entretanto, com o passar do tempo e com o avanço da tecnologia, foram criados diversos métodos contraceptivos, o que permitiu que os casais passassem a ter menos filhos. Porém, isso não foi capaz de eliminar a taxa de mortalidade infantil completamente. Atualmente, no Brasil, essa taxa tem crescido, principalmente, pela ausência de saneamento básico e por haver uma falta de assistência e orientação às gestantes.
Nos dias de hoje, mulheres grávidas que vivem em locais com carência de água tratada, esgoto a céu aberto e sem coleta de lixo, por exemplo, estão mais suscetíveis a gerarem crianças prematuras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 270 mil mães perdem seus filhos por passarem por situações como essa, em que o bebê morre por contrair alguma doença ou por não ter tido uma gestação saudável.
Além disso, a assistência a uma mulher grávida é responsável por garantir uma gestação saudável. Entretanto, muitas mulheres, principalmente as que vivem em periferias, não possuem esse auxílio, o que faz com que elas passem por gravidez e partos arriscados, tanto para elas quando para os bebês. Ademais, muitas acabam atrasando o aleitamento materno, o que aumenta o risco de morte da criança em até 80%, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para que a taxa de mortalidade infantil deixe de crescer. O Ministério das Cidades deve localizar as regiões que tenham ausência de saneamento básico e, dentro de um prazo, reverter à situação. Além disso, as Organizações Não Governamentais (ONGs) devem implementar palestras nas comunidades referentes a gravidez, de modo a informar as grávidas sobre a necessidade de buscar assistência médica, para assim, garantir uma gravidez saudável. Essas palestras serão realizadas uma vez ao mês, por voluntários das ONGs e em locais públicos de convivência. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, em alguns anos a taxa de mortalidade infantil diminuirá.