Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 27/02/2020

A priori, desde o início da década de 1940, o Brasil passou a apresentar  uma redução anual em relação a taxa de mortalidade infantil. Contudo, esse índice voltou a crescer, principalmente entre as camadas mais vulneráveis da sociedade É notório que esse problema é fruto da baixa qualidade de alguns setores públicos, bem como os serviços na área da saúde, Ademais, a desigualdade social também contribui para o aumento da mortalidade infantil Nesse sentido, faz-se necessário debater acerca desse entrave e buscar possíveis soluções.

Primeiramente, segundo o escritor Ariano Suassuna, a injustiça secular dilacera o Brasil em dois países, o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Atrelado a isso, é essencial abordar a respeito da influência que a desigualdade social exerce no aumento da taxa de crianças falecidas, visto que parte da população vive um cenário de fome e, consequentemente, problemas como a desnutrição reflete na qualidade de vida da criança, o que pode induzir a morte. sobretudo em regiões como o Norte e Nordeste. Sendo assim, ações precisam ser tomadas para melhorar esse contexto, uma vez que, de acordo com o site G1, através de dados do Ministério Da Saúde, o Brasil registra alta taxa de mortalidade após décadas de queda.

Em segunda análise, cabe mencionar, ainda, o que se refere a ineficácia dos serviços públicos e sua relação com o aumento de mortandade infantil. Nesse viés, a escassez de investimento nos setores de saúde apresenta uma correlação com o índice de mortalidade, uma vez que a falta de exames para acompanhar a  saúde do bebê durante a gestação e má disponibilidade de medicamentos, aliada a falta de atenção médica, deixa a criança vulnerável as condições anormais de saúde, que pode afetar negativamente o organismo e induzir a morte.  Dessa forma, diante de tal quadro, há uma ruptura com o contrato social proposto por John Lock, visto que o governo deixa de cumprir seu papel social.

Portanto, observa-se inúmeros desafios que são necessários alcançar, para que as devidas medidas possa contribuir na melhoria dos índices. A princípio, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da saúde pública brasileira, em parceria com as Unidades Básicas de Saúde, promover medidas que minimizem o número de crianças falecidas no Brasil, por meio da identificação de famílias de cada município que estejam em situações precárias, a fim de implantar profissionais especializados nesses setores e, dessa forma, possibilitar um tratamento infantil com melhor eficiência e atenção. Outrossim, o Governo deve investir em mais programas, como o Bolsa Família, que possam melhorar a situação financeira das famílias carentes e, assim, viabilizar uma melhor qualidade de vida para as crianças.