Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 31/05/2020

O conceito de entropia, na Física, mensura o grau de desordem das moléculas em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que tange o aumento da taxa de mortalidade infantil, percebe-se a configuração de um problema entrópico na sociedade brasileira, em virtude crucialmente do caos presente na problemática. Decerto, torna-se evidente que fatores como a omissão governamental, além de fatores socioeconômicos, contribuem para a perpetuação desse quadro caótico.

Precipuamente, é crucial pontuar que o aumento da mortalidade infantil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil,  devido à falta de atuação das autoridades. Ainda que o artigo 1º da Constituição Federal de 1988 garanta proteção à infância, em oposição, a realidade não segue a óptica da teoria descrita, visto que, de acordo com Fundação Abrinq, é nítido que a uma correlação direta entre a diminuição ocorrida nos investimentos públicos no ano de 2015, e o aumento na mortalidade infantil. Desse modo, faz-se primordial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o fator socioeconômico como promotor do problema. Visto que, de acordo o IBGE, as menores taxas de mortalidade infantil são dos países desenvolvidos, sendo até 3 mortes a cada mil nascidos. Partindo desse pressuposto, é notório que a letalidade infantil é intensa nos países subdesenvolvidos, onde a maior parte da população vive na miséria que é a principal causa de mortes. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que os fatores socioeconômicos contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, torna-se indiscutível a necessidade de medidas para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamento ao Governo Federal, a implementação de políticas públicas que atenuem as taxas de mortalidade por meio de um órgão especializado na problemática. Decerto, as famílias que necessitassem de suporte seriam cadastradas para receberem um auxílio mensal. Só assim,  as desigualdades socioeconômicas e as taxas de letalidade infantil poderiam ser diminuídas, e, por consequência, a sociedade conseguiria se equiparar a um sistema entrópico ordenado.