Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 18/06/2020
Os avanços científicos na medicina garantiram a diminuição da taxa de mortalidade mundial. Essa taxa reduziu ainda mais a partir da globalização, processo que permitiu acesso aos diversos conhecimentos de forma rápida e prática. Entretanto, verifica-se no Brasil falhas de infraestrutura que impactam diretamente no número de crianças que morrem ao ano. À vista disso, a taxa de mortalidade infantil no país aumentou como uma consequência da crise econômica e da crescente desigualdade social.
Em primeira análise, verifica-se que a crise econômica é um fator negativo para o crescimento de recém-nascidos no Brasil. Segundo a chefe da área de Desenvolvimento Infantil do Unicef, Cristina Albuquerque, a crise não somente afeta as famílias mais vulneráveis, que reflete na renda e na empregabilidade, mas também impacta negativamente na saúde pública do país. Isso acontece porque há uma diminuição no investimento dessa área, na qual nota-se a falta de equipamentos para a realização de consultas que auxiliam às gestações e ao parto. Logo, a taxa de mortalidade infantil aumenta decorrente da falha do sistema de saúde pública causada pela crise econômica.
Além disso, observa-se que fatores como saneamento básico, violência e local de moradia influenciam bastante na vida do bebê. Tal fato é comprovado de acordo com a análise de Paulo Gallo, professor da Universidade de São Paulo, que diz que o problema da mortalidade infantil é uma consequência do crescimento de desigualdades no país, que atinge as mulheres das camadas mais vulneráveis. Isso ocorre devido à falta de políticas públicas que não disponibilizam acompanhamentos médicos durante a gestação e nem após o nascimento da criança. Assim, verifica-se que a ausência de recursos públicos para gestantes impacta direto na mortalidade infantil.
Dessarte, é imprescindível que medidas sejam fundamentadas para reverter o quadro de desigualdade social e crise econômica, visto que impactam diretamente na taxa de mortalidade infantil. Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde elaborar um sistema adequado de acompanhamento gratuito, por meio de políticas públicas, para que todas as gestantes tenham um meio para recorrer as emergências, evitando problemas durante e após a gestação. Ademais, cabe ao Ministério da Economia planejar estratégias para enfrentar crises sociais, por intermédio de planilhas e organização, para que não deixem de investir na área de saúde pública do país, fazendo com que não haja deficiência de equipamentos nos hospitais do Brasil.