Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 03/07/2020

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a vida como um dos direitos fundamentais dos infantos e dos jovens. Porém, na contemporaneidade, esse direito não está sendo concebido para essa parcela da população brasileira, tendo em consideração o grande aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil. Nesse sentido, esse negativo fator possui como exemplo de suas causas a deficiência na assistência hospitalar e a precariedade presente em algumas cidades.

A princípio, convém ressaltar que as gestantes, na maioria das vezes, não recebem o tratamento adequado antes e nem depois do nascimento de seus filhos. Isso é demonstrado no documentário chamado “Sob Pressão”, pelo qual retrata a realidade brasileira no quesito da saúde, demonstrando o descaso dos profissionais da área com os atendimentos, de modo a ser prejudicial para os recém nascidos, já que pode ocasionar em prejuízos, por necessitarem de um maior cuidado e atenção dos médicos. Dessarte, essa situação resulta na morte de muitos bebês, aumentando o número de falecimentos infantis no Brasil.

Outrossim, cabe avaliar que muitas áreas brasileiras não possuem água limpa e nem redes de saneamento básico, de forma a impactar de modo negativo na saúde das crianças. Nesse contexto, muitos infantes que possuem contato direto com redes de esgoto e que tomam águas poluidas adoecem e pegam infeccões e doenças, como os problemas gastrointestinais, a febre tifoide, a hepatite e a leptospirose, que podem ocasionar a morte. Configurando, portanto, uma incompatibilidade com a Declaraçao Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas, visto que ela garante a saúde como um direito de todas as pessoas, que não está sendo devidamente evidenciada, tendo em vista que esses males, se não tratados de forma correta, são perigosos para a saúde dos infantes.

Destarte, medidas são necessárias para a resolução desses impasses. Nesse âmbito, compete ao Ministério da Saúde, que tem, em detalhe, como função social garantir os direitos nessa área, modificar o tratamento com as gestantes. Isso deve ser feito por meio de um investimento maior no atendimento com essas mulheres, principalmente das residentes de áreas precárias, com um acompanhamento realizado semanalmente antes e depois de ganharem os seus filhos, feito por profissionais da área da saúde. Essa ação possui como finalidade dimimuir a deficiência na assistência hospitalar com as grávidas. Outrossim, o Governo Federal deve fazer uma fiscalização das regiões do Brasil, com objetivo de melhorar as áreas que estiverem em defasagem no quesito de saneamento básico e de água limpa. Assim, espera-se que diminua a taxa de mortalidade infantil e que todas as pessoas tenham direito a saúde, conforme a DUDH. a DUDH.