Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 09/08/2020
Promulgada em 1988, a Constituição Federal afirma que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, entretanto, com o aumento da mortalidade infantil no Brasil, observa-se que a realidade é diferente daquilo que foi garantido décadas atrás. Com isso, faz-se necessário analisar os fatores dessa problemática, sendo eles, a falta de investimentos na saúde e a ausência de saneamento básico da população.
A princípio, com as melhorias em setores como a tecnologia e a medicina, é de esperar que, hodiernamente, esse progresso esteja acessível a todos, porém, esse raciocínio é utópico, tendo em vista a insuficiência de infraestrutura na área da saúde e a escassez de assistência médica para com as gestantes e mães de criança. Como consequência, segundo o IBGE, a taxa de mortalidade na infância em 2016, cresceu 4,8% em relação à 2015, e, isso evidencia o regresso na saúde brasileira.
Outrossim, a ausência de saneamento básico agrava esse dilema, pois, sem ele, as crianças correm risco de vida devido as chances de contaminação, ademais, essa realidade se torna mais constante em cidades do interior. Segundo o historiador Arnold Toynbee, “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”, a partir disso compreende-se o contraste dos avanços científicos e a situação real de crianças que sequer conseguem alcançar a adolescência.
Em síntese, é visível a seriedade desse impasse, portanto, ações são imprescindíveis para solucioná-lo. Dessa forma, o Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento Regional, devem ampliar os investimentos em saneamento básico, infraestrutura hospitalar e profissionais como obstetras e pediatras, por meio de projetos juntamente com as secretárias dos estados. Esses projetos terão o intuito de garantir que as crianças tenham saúde de qualidade e vivam em condições favoráveis ao seu crescimento. Sendo assim, o Brasil poderá ser saudável além do direito garantido constitucionalmente.