Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 11/08/2020

“Ordem e progresso”. Esse é o lema da bandeira brasileira, que baseado nos ideais positivistas, crê num país em constante avanço, no entanto, a realidade diverge da idealizada, visto que há o aumento da taxa de mortalidade infantil na conjuntura hodierna. Dessarte, são necessários caminhos para o combate dessa adversidade, tendo em vista que a má estruturação dos órgãos públicos de saúde e a desinformação do cuidado no parto contribuem para a manutenção da adversidade no país.

Primordialmente, em 1988, a Assembléia Nacional Constituinte, no governo de José Sarney, promulgou a Constituição Federal Cidadã, tendo como garantia fundamental diversos direitos, entres eles, o princípio à saúde. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que não há a estrutura necessária em hospitais públicos para a assistência das gestantes. Por consequência, essas crianças não recebem um pré natal e parto ideal, o que reduz a possibilidade de identificar e curar doenças dos fetos durante a gravidez, ampliando os riscos de morte para o bebê. Dessa forma, as Esferas Governamentais ao negligenciarem a infraestrutura desses órgãos, contribuem para a ampliação da mortalidade infantil em âmbito nacional.

Outrossim, o Iluminismo promoveu uma maior divulgação das informações para toda a sociedade no século XVII, com a criação da Enciclopédia que reunia todas as informações e conhecimentos da época. Na contemporaneidade, apesar de todos os avanços tecnológicos, há uma carência de dados sobre a importância de um parto higiênico. Por conseguinte, muitas mulheres sem essa informação, acabam realizando esse procedimento com parteiras amadoras e com a utilização de objetos não esterilizados. Dessa maneira, a desinformação desse assunto, por uma parcela da população, corrobora para a ascendência do índice de óbitos infantis na conjuntura brasileira.

Em suma, são necessários caminhos para o combate da problemática. Para tanto, urge que o Ministério da Saúde amplie os cuidados para as gestantes, por meio da amplificação de exames obstétricos, para evitar e curar doenças nos fetos. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas sobre a importância do parto higiênico e profissional, utilizando-se de anúncios em grandes plataformas, como o rádio e a televisão, com o intuito de evitar que uma parcela populacional tenha seus procedimentos realizados por parteiras despreparadas e instrumentos não esterilizados. Desse modo, o Brasil poderá reduzir o número de óbitos de crianças com menos de um ano e poderá convergir com o ideal de “Ordem e progresso”.