Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Segundo o filósofo Augusto Comte, “não existe sociedade sem governo, assim como governo sem sociedade”. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve o aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas capazes de reverter números como a quantidade de hospitais públicos sem infraestrutura para o atendimento de gestantes. Tal fato permite afirmar que a resolução dos entraves referentes à segregação socioespacial enfrentada pelas grávidas e o número de casos de desnutrição infantil possibilitará a formação de uma sociedade mais democrática.
Apesar de o filósofo Locke defender que “onde não há lei, não há liberdade”, a sociedade brasileira, somente por meio de sua Constituição Federal, não garante de fato a saúde. A razão para a série de problemas em questão está no serviço público de saúde não conseguir ofertar um trabalho inclusivo. Isso se explica no fato de haver uma grande falha na gestão e uma discrepância social, o que causa a dificuldade para moradores de bairros periféricos a usufruírem do direito à saúde de ter o acompanhamento do pré-natal, realização de exames e um parto seguro.
Ademais, soma-se a isso a desnutrição da criança. Isso ocorre, pois pessoas desprivilegiadas economicamente têm mais chances de ter a amamentação interrompida, uma vez que precisa trabalhar informalmente para sustento da família. Vale ressaltar que a desnutrição pode ser causada também pela falta de saneamento básico, que colabora para a proliferação de doenças que culminam em diarréia, tendo em vista que, de acordo com o ABAR, somente 20% da população pobre tem acesso a esse recurso fica evidente o estado crítico de danos às crianças e ao resto da comunidade.
Portanto, é essencial buscar soluções para combater a segregação socioespacial e a desnutrição infantil, já que como diria Sartre: “o homem tem de se inventar todos os dias”. Inicialmente cabe ao Ministério da Saúde promover a vigilância nas políticas de promoção e recuperação da saúde populacional, que, por meio de questionários comunitários, consiga amenizar a dificuldade de acesso ao atendimento público e possa identificar as áreas que sofrem com a falta do saneamento básico. De modo complementar, o Ministério de Desenvolvimento Social deve organizar e atuar em um projeto de maneira que utilize palestras com a comunidade e provoque a conscientização sobre a segurança alimentar e como resultado diminua os índices de carência nutricional. Espera-se que, com ações desse tipo, esse entrave seja amenizado.