Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 10/09/2020

A taxa de mortalidade infantil passou por um processo de elevação após muitos anos de decaimento no índice da maioria dos países, e também é utilizada como um importante índice da qualidade do saneamento básico, da cobertura da vacinação, da qualidade do atendimento nos hospitais,  e outros serviços dos países. Atualmente o aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil pode ser agregada a diversos fatores, dois deles são a baixa na cobertura de vacinação e também o crescimento na taxa de gestação na adolescência.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o ano de 2019 foi o primeiro ano em 25 anos que o Brasil não bateu as metas de vacinação infantil ou seja, menos de 95% das crianças tiveram acesso a nenhuma das 15 vacinas aplicadas gratuitamente pelo Estado, que pode ser consequência tanto do aumento do número de adeptos ao movimento anti-vacina, que sofreu uma explosão devido as fake news espalhadas entre os anos de 2016 e 2018, como também pode ser devido a dificuldade de diversas comunidades mais isoladas terem acesso ao programa de saúde, como por exemplo comunidades ribeirinhas, quilombolas ou do interior de estados mais distantes do sento econômico brasileiro. Desse modo, o número de crianças suscetíveis ao desenvolvimento de doenças aumento e, consequentemente, a morte de bebês menores de 1 anos devido a doenças como a poliomelite e a rubéola.

Assim como a gravidez na adolescência pode trazer graves consequências para a mãe e para o bebê, visto que nem sempre a jovem toma as devidas precauções em relação a gravidez, como por exemplo a falta de acompanhamento médico ou a não restrição de bebidas alcoólicas e drogas durante a gestação. A ingestão de bebidas alcoólicas durante a gravidez pode causar a morte da criança logo após o nascimento, em consequência das diversas desordens causadas pela síndrome alcoólica fetal, como por exemplo a microcefalia, a desnutrição e a má formação de órgão importantes para o funcionamento corporal. Segundo o site do governo do estado de São Paulo, 1,5 a cada 1000 crianças morrem pela síndrome alcoólica fetal e outras 38,7 a cada 1000 desenvolvem outros distúrbios relacionados à ingestão de álcool durante a gestação.

Portanto é necessário que o Ministério da Saúde em conjunto com o órgão responsável pela publicidade do Estado promova debates e propagandas, guiadas por profissionais licenciados como médicos e enfermeiros, através de comerciais e rodas de debates em programas com alta audiência a fim de conscientizar a população sobre a mortalidade infantil e suas diversas causas, tendo como exemplo a falta da vacinação adequada e o consumo de álcool durante a gestação.