Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 03/11/2020

A Constituição Federal de 1988, garante o direito a vida de uma criança, que deve ser assegurado pela família, estado e toda a sociedade com saúde, segurança e alimentação. Nesse contexto, a mortalidade infantil é um problema presente no Brasil, tendo em vista os inúmeros fatores sociais e econômicos que não são sustentados pela sociedade brasileira e que influenciam na ocorrência de mortes de crianças antes de completarem um ano de vida. Desse modo, é notório que fatores socioeconômicos como saneamento básico, subnutrição e assistência ao pré-natal, tem sua relevância no aumento da taxa de mortalidade infantil.

A princípio, a falta de um sistema básico de saneamento e uma alimentação pouco nutritiva acarretam diretamente na saúde de recém nascidos e bebês, como causa para inúmeras doenças. Sob esta perspectiva, uma pesquisa veiculada ao site de notícias G1 mostra como a taxa de mortalidade em infantil tem aumentado nos últimos anos e pessoas com vulnerabilidade econômica são as mais afetadas. Nessa lógica, a população mais pobre sem acesso a água tratada e esgoto a céu aberto tem contato com inúmeras doenças parasitárias. Além disso, seu baixo poder aquisitivo para comidas com qualidade nutricional maior, tem causado a morte de muitos bebês pelo excesso de comidas gordurosas e industrializadas, já que seu sistema imunológico é muito fraco, para aguentar essas doenças.

Em segundo plano, a assistência médica ao pré-natal durante a gestação pode identificar e tratar inúmeras patologias, antes que se agravam e afetam tanto a mãe quanto o bebe. Nesse sentido, o avanço da ciência no ramo da embriologia que estuda como ocorre a formação do feto, durante toda a gestação, permite saber quando cada tipo de célula, órgão e tecido vão se formar e assim reconhecer, por exemplo, uma má formação no bebe. Logo, faz-se necessário que todas as mulheres sejam orientadas a buscar o pré-natal durante toda a gestação, que é oferecido de graça pelo SUS em postos de saúde e hospitais e também depois do nascimento, para que assim possam ser evitadas inúmeras doenças e a morte dessas crianças.

Portanto, é evidente como o aumento da taxa mortalidade infantil no Brasil está ligada diretamente com fatores socioeconômicos. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde, análogo ao Ministério do Meio Ambiente, promover políticas públicas eficazes de saúde e saneamento básico, que levem de forma concreta para regiões com grande número de mortalidade infantil, água tratada e uma rede de esgoto. Por outro lado, deve-se orientar a população por meios de campanhas publicitárias nas redes sociais da importância da qualidade nutricional para bebês, para que assim seja reduzida a taxa de mortalidade infantil.