Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 23/11/2020
A taxa mortalidade infantil é uma das mais precisas estatísticas para se medir a qualidade de uma sociedade. Isso porque, os cuidados recebidos antes e após o parto de uma criança refletem o quão eficiente está o sistema de saúde do país. No Brasil, embora esse índice esteja diminuindo nos últimos anos, fatores como a deficiência no acompanhamento pré-natal e a desnutrição na infância corroboram sua significativa presença. Nessa perspectiva, é preciso buscar meios para solucionar essa problemática.
Primeiramente, é importante destacar a deficiência na estrutura hospitalar responsável pelo pré-natal. Segundo o Portal do Conselho Nacional da Saúde, o setor público de saúde vem sendo constantemente negligenciado, por meio da perda de investimentos, a qual chegou a 20 bilhões em 2019. Em decorrência disso, a área de acompanhamento para gestantes sofre bastante impacto, seja pela maior dificuldade para marcar consultas durante a gravidez ou até mesmo pela falta de pediatras nos hospitais.
Ademais, também é necessário entender as consequências da falta de nutrição nos primeiros anos de vida da criança. De conformidade com o autor Josué de Castro, em seu livro “Homens e Caranguejos”, a fome e a desnutrição são responsáveis pelas centenas mortes e doenças infantis que ocorrem diariamente na área do manguezal, onde crianças chegam a beber água lamacenta sem qualquer tipo de tratamento. Apesar da obra retratar tal infortúnio no nordeste brasileiro, esse caos também é vivido nas diversas regiões pobres do país e requer mudanças urgentes.
Logo, entende-se que é imprescindível a atuação do Estado na resolução desses problemas. Nessa lógica, o Ministério da Saúde - responsável por prover cuidado digno para a população - deve elaborar missões médicas nacionais a fim de diminuir ainda mais o número de mortes de crianças antes e após o nascimento. Isso deve ocorrer por meio de uma realocação de profissionais , como pediatras e enfermeiros, para as áreas que possuem maiores óbitos. Além da ajuda médica, cestas básicas também deverão ser distribuídas para famílias carentes nesses territórios.