Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 26/11/2020
A mortalidade infantil, que atinge, sobretudo, as regiões mais pobres do globo, a exemplo dos países subdesenvolvidos da África, é um indicativo utilizado para avaliar a qualidade de vida de diversos locais. O Brasil, durante a década de 1980, atingiu altas taxas desse problema social, devido ao aumento da infração e, atualmente, volta a notificar um maior número de casos. Nesse sentido, a mortalidade infantil está presente na sociedade brasileira, seja pela falta de acesso ao saneamento básico, bem como pela baixa cobertura de vacinação.
Primeiramente, convém destacar que a morte de crianças com menos de um ano de vida está diretamente relacionada a ineficácia de serviços públicos. Isso ocorre pois a cobertura de saneamento básico, por exemplo, não atinge da mesma forma todas as regiões do país. De acordo com o IBGE, o saneamento básico no Amapá atinge menos de 4% da população e , por consequência, o estado apresenta as maiores taxas de mortalidade infantil, uma vez que a disseminação de doenças, como a cólera e a leptospirose, é muito maior nesses locais. Sendo assim, a precariedade desse serviço afeta a qualidade de vida dos recém nascidos, principalmente.
Ademais, é válido ressaltar que a baixa cobertura de vacinação em crianças também é uma agravante à problemática. Isso ocorre pois, influenciados pela onda do movimento antivacina nas redes sociais, muitos pais deixam de vacinar os seus filhos. Segundo a OMS, a alta desse movimento é uma ameaça para a saúde e, nessa lógica, é evidente que a não vacinação amplia os riscos de doenças em crianças, aumentando os índices de mortalidade.
Dessa forma, cabe ao Estado intervir na problemática do aumento dos casos de mortalidade infantil no Brasil. Assim, o Governo Federal deve investir em obras públicas de saneamento básico, sobretudo em regiões mais afastadas, por meio da parceria e concessão de incentivos fiscais à empresas do ramo, a fim de reduzir os casos de doenças ligadas a falta de higiene responsáveis pela morte infantil nesses locais. Além disso, o Ministério da Saúde deve ampliar os índices de vacinação, através de campanhas direcionadas aos pais sobre a importância da imunização em crianças, com a finalidade de reduzir a contaminação de doenças, como o sarampo, bem como minimizar a influência de movimentos antivacina.