Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 27/12/2020

Embora a Constituição Federal Brasileira de 1988 garanta investigações por profissionais da Saúde visando identificar e previnir a ocorrência de óbitos evitáveis, na realidade isso não acontece em sua plenitude. Dessa maneira, é possível notar o crescimento da taxa de mortalidade infantil no âmbito social brasileiro. Logo, pode-se identificar algumas das causas desse problema como a falta de assistência e instrução à gestantes e o déficit nos serviços de saneamento ambiental. A partir disso, verifica-se a necessidade de medidas para atenuar esse problema.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o Brasil é um país com um alto índice de desigualdade, portanto, muitas gestantes não conseguem ter acesso a médicos obstetras, para ter assistência durante a gravidez e dependem do atendimento do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mulheres atendidas no pré-Natal do SUS, aumentou quase sete vezes em cinco anos. Ou seja, por mais que esse número esteja crescendo ainda não é o suficiente, uma vez que, absolutamente todas as mulheres devem ter acesso a esse acompanhamento, seja para tirar dúvidas ou para ver se está tudo bem com o bebê e com a mãe.

Além disso, outra causa importante que deve ser cuidada, é o grande déficit nos serviços de saneamento ambiental, já que é um dos elementos primordiais para a melhor qualidade de vida da população. Sendo assim, o saneamento ambiental é responsável pelo fornecimento de água potável de qualidade, procura deixar os lugares mais limpos para preservar a água dos rios. Com a falta desse recurso, os índices das propagações de doenças aumentam, assim como os índices de desigualdade e por consequência colocam em risco a vida de muitas crianças. Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil teve alta de 5% no ano de 2016.

Portanto, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar o problema, uma vez que o aumento da taxa de mortalidade infantil é extremamente negativa para o Brasil. Assim, o Ministério da Saúde, como principal difusor de políticas sobre a saúde, deve incentivar as mulheres grávidas a procurarem um obstetra, por meio de palestras sobre a importância do acompanhamento pré-Natal, para que assim cada vez menos crianças venham ao mundo com risco de vida. É importante também que o governo federal invista mais verba em políticas de saneamento ambiental, juntamente com o Ministério da Educação, como órgão estatal que forma cognitivamente indivíduos, que deve abordar a questão em sala de aula, para que todos sejam concientizados sobre a importância de manter, principalmente, as águas limpas, reduzindo a propagação de diversas doenças. Somadas essas medidas, será possível, quem sabe, criar uma sociedade com menos riscos para as crianças.