Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 29/01/2021

Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória do ideal devido ao aumento da taxa de mortalidade infantil. Desse modo, pode-se analisar a aceitação social e o descuido do poder público como causadores da problemática.

Em síntese, é legítimo postular que a aceitação social intensifica o problema. Nesse sentido, o conceito de banalidade do mal, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, diz que, quando alguma coisa de ruim acontece com muita frequência na sociedade, passa a ser percebido com a algo aceitável. Dessa forma, de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento de mortalidade infantil aumentou 80%, portanto, a morte de crianças que ocorre no Brasil não causa surpresa nos indivíduos que olham as notícias nos jornais e, consequentemente, impede que tal problema seja resolvido.

Ademais, outro fator é a negligência do poder público. Dessarte, pode-se citar o Ministério da Saúde, que prevê a diminuição na taxa de mortalidade infantil, mas que, segundo uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, continua a aumentar. Por consequência, fica evidente que o impacto dessa medida é insuficiente para acabar com o problema e representa um abandono diante da situação que retira a vida de milhares de crianças por ano, em concordância com a Organização das Nações Unidas.

Sendo assim, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Saúde crie campanhas de conscientização, por meio das redes socias, mostrando fotos e vídeos de como fornecer ajuda para as mães e crianças, fazendo com que a população mude os seus comportamentos diante do problema. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país sem defeitos, da mesma maneira que disse Lima Barreto.