Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Severinos apenas no modernismo
“E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morreremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta”, segundo João Cabral de Melo Neto, que discorre em sua obra “Morte e Vida Severina”. A mesma retrata acerca das mazelas responsáveis pelo alto índice de mortalidade precoce. Nesse viés, o quadro retrata um diálogo com o ambiente brasileiro atual, visto que, hodiernamente, a mortalidade infantil está aumentando, preocupante e associado aos fatores como a pobreza e a escassa mão de obra profissional para a prevenção.
No primeiro plano, é importante destacar que os dados do MS (Ministério da Saúde) mostram que o número de óbitos infantis em 2016 aumentou após 26 anos de redução. Nesse sentido, a queda da mortalidade infantil está relacionada à melhoria das condições de vida da população. No entanto, a julgar pela atual situação nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, parece que mais de 50 milhões de pessoas vivem na pobreza no país. Portanto, a falta de acesso aos alimentos, saneamento e recursos de saúde confirmam essa realidade e justificam a crença da autora de que a morte de Severina atingiu qualquer idade.
Outrossim, se por um lado, a dificuldade de obtenção de recursos leva a alta mortalidade infantil, por outro, a diminuição do número de crianças vacinadas acarretará doenças nesse ambiente. Nesse caso, à semelhança da situação vivida em 1904, por falta de conhecimento de recursos, a sociedade atual carecia de informação a esse respeito durante o ano do levante da vacina, o que levou a uma diminuição da adesão às práticas de vacinação. Além disso, atualmente os recursos da área da saúde são escassos devido à falta de monetária que essa parte brasileira não está recebendo, mas sim outra área sem tal importância.
Sendo assim, segundo o MS, a queda nas taxas de prevenção infantil vai levar a mais doenças, resultando em 60% das mortes infantis. Portanto, cabe ao governo destinar mais recursos para promover a melhoria das condições de vida da população em todo o país, necessidades básicas e acesso à saúde de qualidade a todos, além de oferecer um salário mais digno para os mesmos assim aumentando a lei da oferta e procura na área da saúde no Brasil. Ademais, os meios de comunicação devem lançar campanhas destinadas a sensibilizar as pessoas para a função das vacinas, bem como divulgar números de telefone e sites, para que os cidadãos possam entrar em contato com os profissionais em caso de dúvidas, logoando as melhores práticas de vacinação. Desse modo, a realidade de Severina que ameaçou sua infância no país se limite apenas às obras modernistas.