Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 15/10/2021

A taxa de mortalidade infantil, baseada no número de mortes a cada mil nascidos, serve como um importante índice de desenvolvimento para os países. No Brasil, a taxa que só vinha caindo desde 1990, sofreu um aumento de 4,8% em 2016, ficando em 14 mortes por mil. Isso demonstra uma crise no setor de saúde e na qualidade de vida da população.

Por exemplo, grande parte dos casos de mortalidade infantil derivam da falta de recursos essenciais como saneamento básico, nutrição apropriada e acompanhamento médico. Em países ricos, onde as mulheres gravidas tem acesso ao atendimento pré-natal, as taxas de mortalidade infantil se mantem baixas, como pode se observar na Finlândia e Suécia, com índices de menos de 3 mortes a cada mil.

Assim no Brasil, em entrevista para o Fala Brasil, Ana Paz, vice-presidente da sociedade baiana de pediatria, afirma que houve uma diminuição no investimento do país na área da saúde voltada para mulheres gravidas e crianças. Segundo ela, muitas dessas mortes vem de doenças comuns como diarreia, e poderiam ser evitadas.

Dessa forma, é necessário que o governo volte sua atenção para a área de acompanhamento pré e pós-natal. Garantindo assim segurança e conforto durante a gravidez, fornecendo todos os recursos necessários para a saúde da mãe e da criança, mesmo após o parto. Dessa forma, a taxa de mortalidade infantil declinara, impulsionando o pais rumo ao desenvolvimento.