Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 15/10/2021
O filme Cegonhas gira em torno da lenda acerca da entrega de bebês à suas mães como forma de nascimento; no filme as cegonhas garantem que as crianças sejam protegidas e cuidadas para que possam se desenvolver futuramente com segurança em seus lares. Porém, no Brasil nem todas as crianças tem seu desenvolvimento garantido, com muitas não conseguindo completar sequer 1 ano, as quais, dentre 1000 nascimentos, passam a compor a taxa de mortalidade infantil, que vem preocupantemente crescendo no país. Dessa forma, evidencia-se que as principais causas são a falta de pré e pós-natal eficiente, e que, somado às baixas condições sanitárias acarreta em uma maior mortalidade após o nascimento. Além disso, o descaso público com regiões mais pobres do Brasil também é um problema à saúde do recém nascido. Portanto, fica clara a necessidade de se melhorar o atendimento e condições sanitárias para se regular a mortalidade infantil.
Primeiramente, o acesso ao pré natal e pós natal é totalmente garantido no Sistema Único de Saúde pela Constituição; sendo necessário para que se possa ter um acompanhamento médico da criança. No entanto, por vários motivos, destacando-se a falta de infraestrutura, funcionários e qualidade no atendimento, este requisito não vem sendo completamente cumprido, como alega a Revista Exame que mostra que 38,4% das mães afirmam não ter efetuado todo o acompanhamento médico do filho por incapacidade do SUS em fornecer-lhes.
Ademais, regiões mais pobres do país constantemente não são contempladas com recursos básicos, como saneamento básico, alimento e água potável, e como consequência, índices do IBGE apontam para um taxa 40% maior de mortalidade infantil em regiões pobres como o Nordeste e Norte. Assim, tais fatos deixam evidente que o descaso público quanto a saúde e qualidade de vida colocam em risco os recém-nascidos dessas regiões, visto que estes são naturalmente mais suscetíveis à doenças como dengue, zika, malária, bacterioses e micoses em geral, as quais se proliferam com facilidade em esgotos abertos e água contaminada.
Dado o exposto, e tendo em vista que o aumento da mortalidade infantil decorre de falhas no sistema de saúde, fica claro a necessidade do Ministério de Saúde e SUS desenvolverem projetos que possam melhorar as condições de vida do recém-nascido. Tais projetos devem contar com a organização de um corpo médico qualificado que possa atender especificamente o parto, pré e pós-natal em todo o país. Além disso, reformas para ampliação do sistema de saneamento básico e acesso a alimentação também devem ser prioridades, uma vez que as mães poderão ter condições adequadas para criarem seus filhos, bem como acompanhamento médico gratuito; reduzindo-se, assim, a mortalidae infantil.