Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 15/10/2021

Nunca, raramente, as vezes, sempre é um filme norte americano que lida com a questão da maternidade. Durante o filme, as questões levantadas refletem a realidade do ponto de vista da maternidade não desejada, sendo assim uma das principais causas que elevam a taxa de mortalidade infantil, uma vez que, logicamente, a tendência é negação por parte da mãe, se a criança for gerada. No Brasil, políticas que combateriam a alta  na taxa de mortalidade infantil não são postas em prática, isso inclui desde o aborto legalizado, até leis que combatem propagandas infantis que influenciam negativamente o crescimento da criança, ou seja, há um vasto campo do que seria possível para combater as altas nas mortes infantis.

Primeiramente, o documentário Streetwise apresenta crianças em situações de rua lutando pela sua sobrevivência. Este relato é forte indicador social de como diversas vidas, ainda em situação de vulnerabilidade (período da infância), são afetadas pela luta de classes.  Sendo assim, a desigualdade social é uma das principais causas para a alta da taxa de mortalidade infantil, logicamente, a falta de recursos financeiros atinge diretamente o que seria o custo de vida dos responsáveis pela criança, assim faltando saúde, moradia, entre outras áreas essenciais para uma vida saudável.

Junto a isso, há ainda agravantes culturais que não são postos em discussão pela população enquanto sociedade. Sendo casos frequentes, a violência fisíca contra a criança é algo naturalizado, sendo lido pela sociedade como forma de aprendizado. Exemplos de crianças que morreram sendo agredidas pelos responsáveis são inúmeros, revelando uma falha estrutural da sociedade que ainda é lida como algo normal e justificável, afinal, segundo a Lei do mais forte, uma vida pequena e indefesa será inválida em relação a da grande e forte.

Concluindo, tendo em vista que atos culturais e legais são postos em situação de contradição, a intervenção viria por parte da conscientização. Dias comemorativos, como por exemplo, o dia das crianças e o Natal serviriam de engajamento para políticas de conscientização da alta na taxa de mortalidade infantil, uma vez que, em datas comemorativas o alcance de tais temas seriam maiores do que em dias comuns. Isso aconteceria graças a ONGS públicas e privadas que lidam com crianças, juntamente com o apoio financeiro do governo, tornando a luta uma causa pública e acessível. A baixa na taxa de mortalidade seria inevitável, mas as principais consequências seriam individuais, garantindo às crianças a infância que um dia fora lhes retirada,