Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 24/05/2023

Nasir Kharma, médico, fez um vídeo no seu canal do youtube, Kharma Medic, na qual relata a sua experiência com burnout em um contexto de faculdade de medicina. Analogamente, observa-se, com o advento da pandemia da Covid-19, um aumento de trabalhos remotos e consigo o aumento de casos de síndrome de burnout. Nesse viés, fazem-se necessárias discussões acerca das lacunas na base educacional e da negligência do governo.

Primeiramente, destaca-se, de acordo com Vera Maria Candau, filósofa, que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século 19 e não oferece propostas significativas para inquietudes hodiernas. Nesse ínterim, toma-se que a educação tecnista, voltada para a formação teórica dos alunos, pouco estimula os estudantes a reconhecerem a importância da plenitude humana, com enfase nas suas limitações, capacitações e saúde mental. Dessa forma, conclui-se que as instituições educacionais propiciam o estado de exaustão extrema por não assistirem os jovens no processo de desenvolvimento pessoal, que leva a formação de hábitos futuros não saudáveis, como a imerssão excessiva no trabalho.

Outrossim, salienta-se, segundo Jhon Locke, filósofo, o contrato social feito entre o Estado e os cidadãos, na qual os indivíduos negam seu estado de natureza de liberdade para viverem em sociedade com garantia de bem-estar social pelo governo. Nesse prisma, nota-se a quebra de tal pacto, ao passo que, em um período pós-pandêmico, a síndrome de burnout torna-se uma questão de saúde pública pouco amparada pelo governo. Essa perspectiva é refletida na inexistência de leis constitucionais que beneficiam os trabalhadores na assistência piscicológica. Destarte, infere-se o descaso do governo para com a saúde pública.

Por fim, em vista dos fatos supracitados, medidas devem ser tomadas para miti-gar os casos de burnout no trabalho remoto. Logo, cabe ao poder Legislativo, por meio de planos fiscais, sancionar uma nova lei. Nesta, os empregadores seriam obrigados a fornecerem, gratuitamente, com auxílio do governo, acompanhamento piscicológico periódico, com o intuito de previnir o esgotamento profissional e criar um meio de trabalho onde as pessoas possam prosperar.