Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 13/04/2023
O desenvolvimento da Revolução Industrial durante a segunda metade do século XVIII alterou o fluxo da humanidade, principalmente ao que diz respeito às intensas jornadas de trabalho e suas divisões. A repetição de movimento dentre um longo período diário, fazia com que os trabalhadores apresentassem um elevado nível de desgaste físico e mental, bem como ocorre nos dias de hoje, em especial com os adotados “home offices”.
A Síndrome de Burnout é resultado de um desgaste emocional e, por vezes, físico extremo. O trabalho em casa, mais conhecido como “home office”, que foi instituído mundialmente na pandemia da Covid-19 pode ser considerado um dos maiores vetores da doença. Durante esse período pandêmico, a incerteza e angústia levaram a população a uma altíssima necessidade de ocupação mental, que teve como consequências, além do pensamento acelerado, ansiedade e depressão, o cansaço e esgotamento.
Atualmente, nas redes sociais, é notória a romantização do excesso e do estilo de vida workaholic, ou seja, viciado em trabalho. A carência de produtividade máxima, bem como de validação acadêmica e aprovação, junto da competitividade entre colegas de trabalho acarreta em uma tradução do descanso para perda de tempo e a falta de vida social, o que é de suma importância para a saúde e bem-estar de todos.
Para que tais problemas sejam solucionados da melhor forma possível, é indispensável a colaboração entre o ministério da saúde e os profissionais da área, de modo a promoverem campanhas de conscientização sobre a importância do autocuidado, descanso e momentos de lazer, e oferecerem consultas,ao menos mensais, aos trabalhadores que desejarem. Dessa forma, empregador e empregado poderão partilhar de um ambiente mais leve e tranquilo de negócios e desfrutar de momentos bons nas determinadas horas livres.