Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 14/04/2023

O filme “O procurado” revela, além de outras coisas, a história de um homem que apresenta burnout no trabalho e por isso tem constantes crises de ansiedade, raiva e pânico em seu escritório. Fora da ficção, essa doença existe e afeta não apenas o indivíduo mas também as esferas sanitárias, trabalhistas e culturais da sociedade. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Nesse viés, vale ressaltar a tecnologia como uma ferramenta que instensificou esse problema, visto que o trabalho não mais se restringiu apenas ao horário comum e invadiu esferas pessoais, prejudicando, dessa forma, o descanso e lazer essenciais para manter a saúde mental. De acordo com o site “CNN”, uma pesquisa realizada com 15 mil pessoas revelou que 38% delas tiveram burnout em 2021 ao trabalhar remotamente, revelando, assim, uma piora no estado mental da população. Logo, verifica-se que, apesar de desenvolver a sociedade, a tecnologia usada de maneira indiscriminada pelas empresas, torna-se ferramenta de abuso dos funcionários e desrespeito ao tempo individual e vida pessoal.

Outrossim a cultura capitalista de produtividade intensa é um dos motivadores dessa síndrome, uma vez que romantiza postos de sucesso como algo que exige disciplina, resistência e devoção integral, o que leva o empregado a desenvolver depressão, estresse e repúdio pelo trabalho ao tentar alcançar a perfeição. Segundo o autor Byung-Chul Han em “Sociedade do cansaço”, a sensação de ter que produzir algo a qualquer custo é normalizada por esse sistema capitalista e impede que indivíduos procurem a ajuda necessária _como terapia, afastamento ou soluções com a empresa_para sair desse problema. Assim sendo, é inaceitável que as instituições, visando a produtividade, continuem ignorando o sofrimento de seus funcionários ao não oferecer o apoio e os recursos para a melhora desses.

Portanto, o Estado e empresas devem resolver o problema do burnout ocasionado por trabalho remoto no Brasil. Desse modo, o Ministério do trabalho e instituições, a exemplo de operações e projetos, devem fiscalizar e amparar funcionários no ambiente laboral virtual por meio da criação de sites para denúncias e promoção de campanhas de saúde mental, visando auxiliar e reparar os idivíduos pelos danos causados. Posto isso, o Brasil será melhor para todos.