Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 11/06/2023

Segundo o filósofo Confúcio, O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois, usa o dinheiro para reconquistá-la. Nesse sentido, podemos analisar o aumento significante dos casos de burnout em trabalhos remotos e a negligência governamental na assistencia às pessoas afetadas.

O trabalho remoto surge com a proposta de liberdade para se trabalhar sem ter que sair de casa, porém, traz consigo um forte impacto psicológico, gerado por altas demandas de trabalho, privação de contato, trabalho em excesso, etc. Em consequencia desses impactos, quando o indivíduo não tem uma vida balanceada ele pode ser afetado pela síndrome do burnout, que é caracterizado pelo estado de cansaço extremo e exaustão total, podendo ser confundido com a depressão. Sabendo disso, ter uma vida equilibrada é de extrema importancia na prevenção do burnout, pois alguns dos fatores que estão ligados a ele é o sono desrregulado, falta de dissociação de trabalho e vida pessoal e sedentarismo.

Segundo a Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Contudo, esse ideal não é concretizado na prática, visto que a indisponibilidade de agentes especializados em saúde mental, locais publicos para lazer e para execução de atividades físicas é comumente presenciada. Percebe-se, assim, que o Brasileiro é um “Cidadão de papel”, segundo o jornalista Gilberto Dimeistein, pois os direito ficam apenas no papel e não são executados. Desse modo, quando o Estado deixar a inércia, os preceitos da Carta Magna serão realidade.

Fica claro, portanto, que para mitigar esse óbice, O Ministério da Saúde deve capacitar mais profissionais da área psicológica e dar-lhes os instrumentos necessários para o tratamento dos cidadões afetados e para a prevenção de mais casos. Além disso, o Ministério do Esporte deve promover a prática de atividades físicas, construindo e cuidando de espaços públicos para a prática do mesmo, pois além de promover a socialização, também promove a produção de hormônios e a redução do estresse. Os resultados desses atos acarretará no Estado estar de acordo com o princípio de Hegel e o cidadão deixará de ser de “Papel”.