Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2023

Em meados do século XX, durante o período da Segunda Guerra Mundial, foi desenvolvida a internet. A princípio, essa ferramenta era de uso bélico. No entanto, com o fim desse conflito a internet se difundiu e ganhou novas funções - contribuindo para a criação de novas relações trabalhistas mediadas pelas tecnologias digitais. Todavia, é preciso analisar o aumento dos casos de síndrome de burnot, em virtude do modelo de trabalho remoto, que tem como causa a rotina laboral exaustiva e a falta de investimento em saúde mental.

Primeiramente, é válido destacar que o modelo de trabalho atual - pautado no ideal da produtividade excessiva - contribui para esse panorama. Sob essa perspectiva, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em seu livro “Sociedade do Cansaço”, retratou que o século XXI pode ser classificado como o período das enfermidades mentais. Nessa linha de raciocínio, observa-se que o trabalho remoto representa um agravante dessas patologias - principalmente da Síndrome de Burnot, esgotamento físico e mental ligado à vida profissional -, visto que os empregados acabam não tendo horários fixos para trabalhar e para descansar. Além disso, a busca extrapolada por altos rendimentos e o excesso de trabalho também contribuem para o desenvolvimento das doenças retratadas pelo filósofo. Logo, fica evidente que o modelo de trabalho em questão, extremamente esgotante, é catalisador desse quadro deletério.

Ademais, é imprescindível pontuar a negligência em relação a saúde mental como agravdor dessa problemática. Nessa perspectiva, na série “The Resident”, a presidente do hospital, Kit Voos, ao observar que seus funcionários estavam sobrecarregados com suas tarefas, decide contratar uma profissional para oferecer atendimento psicológico. Paralelamente, essa não é uma realidade no Brasil, já que a maioria dos funcionários não tem acesso a atendimentos adequados para tratar problemas mentais, visto o aumento dos casos de Síndrome de Burnot nesse ambiente - Segundo a Orgazinação Mundial da Saúde, já são cerca de 33 milhões de pessoas diagnosticadas. Deste modo, essa omissão precisa ser revertida, para que todos tenham acesso a tratamento.