Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 24/04/2023

A personagem Emily do filme " O Diabo Veste Prada" é uma funcionária exemplar, que no meio de várias tarefas de sua chefe Miranda, a Emily em busca de excelência se distrai e é atropelada por um carro. Apesar de ser uma obra de ficção, mostra como o trabalho excessivo leva a exaustão do indivíduo, e no Brasil esse quadro não é diferente e só piorou depois da pandemia de COVID-19. Assim, o aumento de casos de síndrome de burnout no trabalho remoto advém de uma obrigatoriedade do isolamento pandêmico e as consequências desse fenômeno com a falta de assistência e informação.

Em primeira análise a pandemia de COVID-19 e a quarentena de milhões de pessoas agravou os casos de burnout. A disseminação da doença e o grande número de mortes fez com que os países decretassem o isolamento social, o que evita a proliferação de casos, por isso muitos trabalhos se tornaram remotos. Assim, os limites entre trabalho e lazer passou a ser tênue havendo uma sobrecarga de expediente, exaustão extrema e a perda de propósito, que levam esse indivíduo ao burnout. Nesse sentido, o confinamento e as incertezas na vida pandêmica mexeu na saúde mental de muitos ao redor do mundo. E uma pesquisa feita pela LHH, uma empresa suíça de recursos humanos que atua mais de 60 países, diz que 38% das pessoas ouvidas dizem que sofreram de burnout em 2021.

Por consequência disso, a falta de informação e amparo levou a desdobramentos desse processo pandêmico. Os três anos desse cenário foram suficientes para gerar uma crise na saúde mental que levou à outras doenças adjacentes como depressão e ansiedade, o que abaixa a expectativa de vida do brasileiro. Além disso, cria uma ojeriza ao trabalho remoto, não sendo a única causa do burnout, os ambientes estressantes e grande demanda de público também levam a doença.

Portanto, é possível notar que a síndrome do esgotamento profissional no trabalho remoto vem tanto de um quadro pandêmico quanto as consequências disso. O governo deve conscientizar através de campanhas de divulgação sobre o tema para que as pessoas percebam e fiquem alertas aos sintomas, como forma de procurar ajuda e tratamentos antes de agravar. Além disso, o Ministério Público do Trabalho deve regulamentar a condição de contratação dos empregadores.