Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2023

“A insatifação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. A afirmativa atribuída ao dramaturgo Oscar Wilde pode ser associada ao aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto no Brasil, devido a alienação econômica e social acerca do assalariado, fazendo com que o mesmo não a perceba. Em suma, não só a indolência estatal, mas também a banalização pública contribuem para a naturalização do problema.

Posto isso, ressalta-se que o descaso do governo em promover medidas para sanar tais mazelas gera sua persistência. Sob esse viés, cabe ratificar a Carta Magna de 1988, que assegura os direitos individuais dos cidadãos, entre eles o lazer. Todavia, tal panorama vai de encontro ao perpetuado na sociedade, isso porque as pessoas se submetem à uma jornada exaustiva de trabalho em home office. Sendo assim, mesmo já tendo cumprido sua carga horária diária ainda sentem-se na obrigação de realizar mais funções dentro de seu serviço ficando, por conseguinte, vastas horas laborando. Tal fator, segundo o jornal CNN, agravou a ocorrência da síndrome de bornout no país, configurando a ineficácia do sistema.

Ademais, salienta-se o conceito feito pela socióloga Hannah Arendt sobre a banalização pública, em que se afirma que as ações do homem estão ligadas à realidade em que se vive. Sob essa ótica, entende-se como o corpo social consegue se manter inato diante de situações trágicas, como o aumento dos índices de suicídios e depressão por conta da alienação do trabalhador. Respectivo quadro, de acordo com o site G1, explicita que a falta de informação popular sobre o valor do lazer e a exigência de seus direitos, ocasiona a sobrecarga laboral pelos patrões.

Portanto, é dever do Estado, na condição de garantidor dos privilégios da Constituição, promover políticas públicas para mitigar esse viés. Para tanto, é necessário a implementação de leis mais rigorosas que punam severamente as empresas que causam o excesso da carga horária de trabalho, por meio da vigilância do caderno de horas e o contato direto com os funcionários, visando com que sejam respeitados os direitos atestados, bem como, a quebra do tabu social quanto ao trabalho excessivo cristalizado na mente do povo. Logo, mediante à nação insatisfeita, se alcançará um progresso e a redução desses aflitivos casos.