Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 20/07/2023

O filme “O primeiro da classe”, retrata a realidade enfrentada pelos portadores de deficiência mental, pelo personagem de um professor que é negado nas tentativas de encontrar emprego, em razão do preconceito. Ao sair da ficção, o atual contexto do Brasil se mostra em aumento para as síndromes de Burnout no trabalho remoto, devido não só a supervalorização dos ideais individuais, como também a negligência governamental.

Nesse sentido, observa-se a hipervalorização de interesses particulares como precursora da crescente nos casos de doença ocupacional na colaboração a distância do indivíduo tupiniquim. As vontades dos que possuem cargos superiores nas empresas, a exemplo das metas altíssimas estabelecidas em vista do lucro, sobrecarregarem os empregados com tarefas além das previstas no contrato. Logo, o resultado é a exaustão extrema, principal base para o desenvolvimento da síndrome de Burnout.

Percebe-se, ademais, que a falta de diligência do Estado com as legislações, implica diretamente na intensificação nos diagnósticos do distúrbio psíquico no home officie dos brasilienses. A superficialidade das leis, segundo o jornalista Gilberto Dimenstein, está presente no cotidiano dos brasileiros, haja vista, existirem regulamentações efetivas na teoria, mas que carecem de aplicabilidade na prática. Sob esse viés, é notório que o trabalho em casa não segue o horário máximo (oito horas) de jornada estabelecido pela Constituição Federal, visto que, é mais difícil se desligar dos afazeres permanecendo sempre em contato com eles.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater a expansão da condição de esgotamento profissional no teletrabalho da nação verde-amarela. Nessa perspetiva, as escolas- responsáveis pela transformação social- devem desconstruir os pensamentos individualistas, por meio de projetos pedagógicos, como palestras capazes de diminuir a indiferença com o trabalhador. Essa inciativa teria a finalidade de mitigar a omissão estatal e de garantir que o Brasil seja uma nação justa, igualitária, e, de fato, livre de doenças.