Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2023
Com o advento da pandemia do coronavírus em 2020, o isolamento social foi estabelecido para conter a expansão da patologia. Diante disso, o trabalho remoto surgiu como alternativa para manter as relações de trabalho, porém o indivíduo promove um intenso contato laboral, o que favorece um esgotamento físico e mental denominado síndrome de burnout, o qual configura um grave problema. Assim, faz-se imprescindível analisar os alicerces desse problema, a citar, a negligência governamental e o silenciamento.
Nesse contexto, a população afetada pela síndrome não é priorizada pelo poder público. Isso porque, segundo o artigo 196º presente na Constituição brasileira, é dever do Estado garantir a saúde de qualidade ao cidadão, bem como desenvolver políticas que visem reduzir o risco de doenças. No entanto, observa-se uma postura estatal de omissão, a qual coloca em segundo plano nas discussões políticas tal problema urgente. Logo, percebe-se que o brasileiro está vulnerável.
Outrossim, nota-se também que o tema é pouco discutido na sociedade e nos meios de comunicação. Nessa conjuntura, Habermas traz uma contribuição relevante ao afirmar que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sendo assim, trazer o tema para ser discutido no âmbito social aumenta as chances de atuação nele ao retirá-lo da inércia, de forma que os indivíduos expostos ao burnout sejam conscientes e dotados de uma participação resolutiva da questão. Assim, observa-se a extrema relevância das mídias sociais e televisivas, as quais até o presente momento não atuam para amenizar o problema.
Torna-se imperativo, então, alçar medidas para combater o impasse. Para tanto, o Estado, por meio do Poder Legislativo deve implementar políticas públicas que diminuam as cargas de trabalho, com o intuito de minimizar o excesso laboral. Ademais, o Ministério da saúde deve implementar nos meios de comunicação, como a televisão e as mídias sociais, uma campanha que informe sobre a síndrome e alerte a população sobre os possíveis riscos que pode causar. A fim de que ela conheça e se torne capaz de combater esse empecilho . Com isso, os brasileiros não estarão vulneráveis e desprotegidos dessa doença.