Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 25/05/2023
É inegável que o home office foi o estopim para agravar problemas que já assolavam a sociedade no período de pós desenvolvimento industrial, gerando consequências diretamenfes ligadas a saúde mental dos trabalhadores. Por isso, torna-se relevante debater sobre a síndrome intitulada burnout e os motivos que levaram tantos brasileiros a desenvolver a doença na pós-pandemia.
No Brasil, 18% da população é vítima da doença, segundo uma pesquisa levantada em 2021 pela Faculdade de São Paulo. Nesse contexto, fica claro que o ambiente opressor do trabalho remoto foi o agravante no número de casos; Tendo em vista o aumento de tarefas e a falta de controle de tempo gasto com o trabalho, gerando uma sobrecarga desnecessária que, consequentemente, acarretará no ínicio da síndrome.
Outro fator que também pode ser considerado, nessa perspectiva, é a falta de divisão entre a vida pessoal e profissional. Estudiosos afirmam que é necessário construir límites e saber separar os dois lados de forma saúdavel. Entretanto, é determinante esclarecer que, em muitos casos, as vítimas estão imersas em um ambiente tóxico de trabalho, seja por causa de uma empresa que a sobrecarrega ou por causa dos colegas de trabalho.
Diante desse cenário preocupante da realidade brasileira, é essencial que o Ministério do Trabalho e a Secretaria de Saúde trabalhem juntos contra o problema, desenvolvendo projetos que visem introduzir obrigatóriamente profissionais da saúde mental no ambiente de trabalho. Outro ponto chave é a necessidade que empresas promovam medidas, como aprimoramento de um ambiente mais agradável de trabalho e palestra motivadoras para seus empregados. Com essas iniciativas, espera-se que o problema do aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho sejam amenizados e, futuramente, solucionados.