Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 26/05/2023

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do aumento significativo dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto. Isso acontece devido ao ritmo de vida acelerado dos brasileiros e à dificuldade de se desconectar; Fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindivel refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

Em primeira análise, conforme descrito pela jornalista Eliane Brum, no texto “Exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: “24 horas por dia; 7 dias por semana “. Por conta disso, verifica-se que a população, por estar nesse ritmo de vida acelerado , não dá devida importância a saúde mental dos profissionais que trabalham remotamente. Já que muitos não tem tempo,pois estão sujeitos a uma exposição constante ao estresse no ambiente de trabalho.Esse problema faz com que muitos indivíduos, cheguem a um estado de exaustão total, ocasionando diversos problemas de saúde desencadeados pelo esgotamento profissional.

Ademais, é essencial pontuar a dificuldade de se desconectar do trabalho, visto que o trabalho à distância tem, muitas vezes, elevado a carga laboral das pessoas, o que pode e deve contribuir para um cenário futuro preocupante. De maneira análoga a essa tese, é possível citar a teoria da Sociedade do Desempenho, do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, a qual afirma que indivíduos , buscando sempre a maior produtividade , em um ambiente excessivamente positivo, acabam como depressivos e fracassados.

Logo, cabe ao governo, efetivar espaços para realização de trabalho híbrido, como salas de “co-workings”. Essa ação irá ocorrer por meio de secretarias e/ou departamentos especializados em pesquisa e controle. Isso, então , tem a finalidade de remediar não somente o ritmo de vida acelerado, mas também a dificuldade que os trabalhadores têm de se desconectar