Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 01/07/2023

Em 1º de Janeiro de 2022, a síndrome de burnout foi classificada como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em virtude da pandemia, a maioria das empresas aderirão ao trabalho remoto para continuar seu funcionamento e ser uma forma de prevenção para dissipação do covid-19. Diante disso, têm-se o problema de excessiva exigência dos funcionários por resultados. Por consequência, o número de trabalhadores com exaustão extrema aumenta, assim como casos da síndrome burnout, ainda pouco conhecida pela população.

À medida que a cobrança excessiva por resultados aumenta, torna- se um fator prejudicial à saúde do trabalhador em trabalho remoto. Não só diminui o seu rendimento, mas também influência negativamente sua vida social. Nota-se que o fato da síndrome de burnout estar na lista de doenças ocupacionais da Organização Mundial da Saúde, demonstra o quanto é necessário o alerta ao aumento de trabalhadores remotos diagnosticados com burnout. Portanto, analisar a causa é importante para a melhoria da saúde mental deles.

Além disso, a escassez de informações e conhecimento sobre o que é a síndrome de burnout e suas causas, influenciam na percepção dos sintomas pelo próprio funcionário e da empresa. Atualmente fala-se sobre burnout, mas a exigência excessiva sempre existiu nas empresas. Porém com o trabalho remoto, o fato do funcionário estar prestando seus serviços remotamente devido à pandemia, as empresas começaram a exigir muito mais por resultados. Logo a exaustão extrema é confundida por um simples cansaço de um dia de trabalho agitado.

Desse modo, a síndrome de burnout deve ser mais divulgada em locais públicos e privados de saúde, de ensino superior e grandes empresas. Então essa divulgação pode ser feita por palestras, panfletos, grupos de apoio, cursos de atualizações para informar sobre o que é, sintomas, causas, tratamento e prevenção de burnout. Com a finalidade de atualização de profissionais da área de saúde, melhorar a percepção do trabalhador sobre saúde mental no trabalho, implementar grupos de apoio e prevenção nas empresas e informar a população em geral sobre a importância de cuidar da saúde mental.