Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 05/07/2023

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura atual brasileira, o sentimento de milhares de indivíduos assolados por metas inalcançadas e cargas de trabalho exaustivas resultando em um aumento significativo dos casos da Síndrome de Burnout no trabalho remoto no Brasil.

Precipuamente, deve-se ressaltar a indiligência do Estado que potencializa o sentimento de frustação na maior parte da populção brasileira que busca a independência financeira e acaba não encontrando. Nessa perspectiva, o trabalhador se vê preso no emprego, uma vez que ao pedir demissão, ele estaria abrindo mão de boa parte dos seus direitos, como está prescrito na CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas.

Ademais, é fulcral pontuar que a ineficiência governamental em fornecer direitos básicos - presentes no artigo 6° da Constituição Federal de 1988 - como saúde, bem-estar e educação, atua como impulsionador para o sentimento de incapacidade que é gerado no indivíduo, umas vez que o seu sálario não é suficiente para cobrir todos os gastos. Nesse contexto, o trabalhador se vê obrigado a estender a sua jornada de trabalho arrumando “bicos”. Assim, o indivíduo se encontra cada vez mais distante de casa tendo menos horas de sono, cuasando exaustão mental e desmotivação.

Portanto, depreende-se que, em virtude dos fatos mencionados, é preciso tomar medidas capazes de combater o aumento dos casos da Síndrome de Burnout no trabalho. Dessa forma, cabe ao Ministério do Trabalho - órgão responsável pelas diretrizes trabalhistas do país - garantir um sálario maior, por meio de uma reforma trabalhista visando o redirecionamento de verbas, a fim de fornecer um bem-estar maior para todos os trabalhadores.