Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 22/06/2023
Observa-se o aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto. Isso acontece devido ao ritmo de vida acelerado e a falta de cuidado á saúde mental; fatos que culminam em preocupantes mazelas.
Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, as redes sociais não ensinam a dialogar, é fácil adicionar e deletar amigos, fazendo com que as habilidades sociais não sejam mais necessárias. Então, os indivíduos se fecham em suas zonas de conforto. Tal conceito, evidencia que a falta de contato presencial como acontece no trabalho remoto prejudica as relações humanas, o que causa diversos maléficios tendo em vista que o ser humano é um ser social. Portanto, a falta de conexão e vínculo real com outras pessoas afeta diretamente nossa saúde mental podendo resultar em uma síndrome de burnout.
Ademais, de acordo com a jornalista Eliane Brum, os indíviduos se esforçam livremente e com grande afinco para trabalhar 24 horas por dia e 7 dias por semana. E, por isso, encontram-se exaustos, correndo e dopados. A exaustiva jornada de trabalho adotada por nosso país faz com que os trabalhadores não encontrem tempo para si mesmo, deixando de lado o autocuidado, as atividades de lazer e até mesmo o tempo de convivência com família e amigos.
Sendo assim, cabe ao governo repensar e reajustar a jornada de trabalho seguida atualmente. Por meio de leis, deve ser garantido ao trabalhador que ele tenha tempo suficiente para cuidar de si, da família e de suas relações sociais sem viver apenas em função do trabalho. E fica como responsabilidade da empresa adotar tais alterações e promover campanhas de incentivo ao cuidado á saúde mental e bem estar, atráves de vídeos e eventos que tragam o assunto como tema. Por fim, isso será feito com a finalidade de remediar não somente o aumento de casos de burnout, mas também a fragmentação de laços afetivos e o ritmo de vida acelerado, contrapondo o eluciado por Zygmunt Bauman e Eliane Brum.