Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 18/07/2023

Com o advento da pandemia do coronavírus em 2020, o isolamento social foi estabelecido para conter a expansão da patologia. Diante disso, o trabalho remoto surgiu como alternativa para manter as relações trabalhistas, porém o indivíduo mantém um intenso contato laboral que favorece um esgotamento físico e mental denominado síndrome de burnout. Assim faz-se imprescindível analisar os alicer-

ces desse grave problema, a citar, a negligência governamental e o silenciamento.

Nesse contexto, em primeiro plano, a população afetada pela síndrome não é priorizada pelo poder público. Isso porque, segundo o Artigo 196 da Constituição brasileira: “é dever do Estado garantir a saúde de qualidade ao cidadão, bem como desenvolver políticas que visem reduzir os risco de doenças”. No entanto, observa-

se uma postura estatal de omissão, isto é, não desenvolve Leis que amenizam as longas jornadas de trabalho, pois está em último plano nas discussões políticas. Lo- go, percebe-se que o brasileiro está vulnerável.

Outrossim, nota-se também que o tema é pouco discutido nos meios de comu- nicação. Nessa conjuntura, Habermas traz uma contribuição relevante ao afirmar que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sendo assim, trazer o tema para ser discutido no âmbito social aumenta as chances de atuação nele ao retirá-lo da inércia. Contudo, as mídias sociais, por exemplo, não abordam o tema, o que fo- menta a manutenção do burnout, haja vista que a população, por vezes, não sabe que está acometida. Assim, é possível relacionar o silenciamento midiático com a disseminação de uma mazela desenfreada.

Torna-se imperativo, então, alçar medidas para combater o impasse. Para tanto, o Estado, por meio do Poder Legislativo deve implementar políticas públicas que di- minuam as cargas de trabalho no ambiente remoto, com o intuito de minimizar o excesso de horas. Ademais, o Ministério da Saúde deve implementar nos meios co- municacionais, como a televisão e as mídias sociais, uma campanha informacional sobre a síndrome de burnout. Tal campanha deve apresentar entrevistas com as vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais luci- dez sobre o tema e erradicar o mesmo. Portanto, como propõe Habermas, encon- traria-se um meio de solucionar a questão, por meio do uso da linguagem.