Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 01/08/2023

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direto ao respeito e ao bem-estar social. No Brasil hodierno, nota-se que tal desígnio não é empregado adequadamente no país, em razão do aumento de casos da síndrome de burnout, configurando uma adversidade a ser resolvida. Isso ocorre por conta de uma negligência estatal e omissão midiática.

Diante desse cenário, vale ressaltar o dever da máquina pública na luta contra essa doença. Sob essa ótica, segundo a Constituição de 1988, é função do Estado viabilizar aos brasileiros uma vida digna, a qual pressupõe a garantia na atuação cidadã. No entanto, a postura estatal é ineficiente no que se refere ao tema, uma vez que o tema é deixado em último plano nas ações e discussões políticas e, então, encontra-se fadado ao apagamento. Dessa forma, gerando um aumento de casos de esgotamento mental resultando em um maior número de afetados.

Ademais, a omissão de representatividade da síndrome de burnout nos canais midiáticos fomenta o aumento do número de casos. Sob esse viés, na saga de Harry Potter, mostra-se a capa da invisibilidade, um objeto o qual a função é ocultar o elemento que necessita não ser visto, seja por livre arbítrio ou não. O artefato é um exemplo do que ocorre com as pessoas com tal síndrome, ao serem encobertadas e esquecidas devido a sua ocultação na mídia. Desse modo, isso gera uma carência informacional resultando em uma falta de procura a profissionais adequados, como psicólogos e psiquiatras.

Portanto, a falha estatal e a invisibilidade midiática perpetuam o tema. Nesse contexto, faz-se imprescindível que o Estado — principal promotor da harmonia social — promova a representatividade de assuntos relacionadas a tal doença, por intermédio de incentivos monetários a palestras em empresas e escritórios, com o fito de amenizar o problema. Paralelamente, a mídia — instrumento de ampla abrangência — deve conscientizar a sociedade em relação à carência do tema atual, por meio de comerciais diários em redes sociais e canais abertos, a fim de formar cidadãos informados. Sendo assim, possível combater a passividade política e a desinformação midiática, conseguindo finalmente alcançar o respeito coletivo e o bem-estar social, assim como almejado no dia 10 de dezembro de 1948.