Aumento dos casos de síndrome de burnout no trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2024

A Constituição Federal de 1988, também conhecida como “Constituição Cidadã”, garante dos direitos básicos e inalienáveis a todo cidadão brasileiro. Em contraposição, percebe-se que tal direito encontra-se deturpado diante do aumento dos casos de síndrome de burnout no Brasil. Desse modo, infere-se que a banalização da sociedade e o descaso governamental coadunam-se no agravamento do revés.

Em primeiro lugar, constata-se a banalização da soiedade como uma das causas do aumento dessa síndrome no país. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que parte da população não admite a seriedade de doenças mentais e ocupacionais, o que acarreta em grupos de pessoas doentes, porém, sem um diagnóstico e tratamento adequados. Dessa forma, devido à normalização desse impasse, a problemática é agavada no meio social.

Ademais, convém destacar o descaso governamental. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, o aumento dos casos de burnout contrasta com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista a ausência de campanhas para conscientização e a falta de fiscalização em casos de empresas que ferem os direitos trabalhistas, não aceitando atestado médico em casos de burnout. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que o aumento dos casos de burnout no Brasil é um obstáculo de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de maneira detalhada, esse órgão deve convidar psicólogos e outros profissionais que atuam na área trabalhista para apresentar uma visão crítica a respeito do impasse discutido. Dessa maneira, os direitos assegurados pela “Constituição Cidadã” serão cumpridos.