Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 23/10/2019

Take Your Pills (Tome suas pílulas) é um documentário norte-americano produzido em 2018 que mostra a automedicação com fármacos sem a prescrição médica. O documentário é norteado a partir do fato que, tornou-se comum, o uso de medicamentos sem os devidos cuidados por grande parte da população. Sob essa óptica, nota-se a importância de reflexão sobre esse quadro, haja vista que esse comportamento pode trazer sérias consequências.

Primordialmente, é preciso destacar que o uso inconsequente do uso de fármacos sem acompanhamento médico pode trazer a dependência química do mesmo. Consoante a esse quadro, o documentário citado aborda o uso de medicamentos como Ritalina e Adderall - anfetaminas usadas no tratamento de Déficit de Atenção com Hiperatividade e Ansiedade - por pessoas que não são diagnósticas em tais condições psiquiátricas ou com acompanhamento médico. Intercorre que, tais atos sem supervisão médica, implica na dependência fisiológica dessas substâncias e maior intensidade de uso, situação que pode levar a morte do indivíduo. E exemplo disso, o Brasil conta com mais de 20 mil mortes anuais causadas pela automedicação, dados esses, fornecidos pela Associação Brasileira de Indústrias farmacêuticas. Logo, são necessárias medidas para coarctar tal cenário.

Outrossim, convém sobrelevar que o uso imoderado de medicamentos trás sérias consequências. Nesse cenário, destaca-se o total descaso no uso de antibióticos. Prova disso, é que a penicelina, substância foi usada por muto tempo para tratar doenças decorrentes de bactérias, e atualmente teve seu poder de ação reduzido devido ao uso sem acompanhamento médico. Isso ocorre em decorrência que nos primeiros dias em que se nota a melhora do quadro clínico, situação comum na automedicação, o indivíduo para o tratamento e com isso ocorre o surgimento das superbactérias. Como prova de uma séria consequência desse contexto, em 2017, foram descobertas 12 novas bactérias resistentes à penicilina, dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde. Á vista disso, fica demonstrado vê-se a necessidade de mudanças.

Fazem-se prementes, portanto, medidas que visem deslindar tal vicissitude social. Destarte, as instituições escolares - responsáveis pela formação crítica e educacional da população - em parceria com o Ministério da Saúde devem buscar elucidar a população sobre os riscos da automedicação. Isso pode ser feito através de debates e distribuição de materiais didáticos, com intuito de informar sobre os riscos e prejuízos da automedicação, para evitar possíveis mortes e casos de dependência química. Para mais, o Ministério da Saúde deve instituir melhorias quanto ao acesso a medicamentos, sejam receitados ou não, alertando diretamente nos rótulos dos medicamentos os riscos da automedicação.