Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 01/11/2019

O termo cibercondria, popularizou-se no século XXI por caracterizar a automedicação e o autodiagnóstico realizados por meio de pesquisas na internet.Desse modo,não se pode negar que o fácil acesso à informações corroborou com o aumento da automedicação.Entretanto, hodierno, o uso de medicamento sem prescrição profissional toma um novo rumo ao visar a produtividade e agilidade característica do mundo pós-moderno.

A princípio, é válido obeservar que a pós-modernidade exige de maneira frenética bons resultados na vida acadêmica, profissional e social dos indivíduos.Dessa maneira, o psicanalista Cristian Dunker relata: “hoje uma  vida bem vivida é uma vida dora de sí, sem conflitos internos fazendo com que cada um olhe para sua vida como uma espécie de microesmpresa”.Por conseguinte, a automedicação com neuroestimulantes e neuroinibidores como a Ritalina e o Aderall  popularizou-se.

O documentário “Take your pills” da Netflix, traduzido como “Tome suas píluas”, relata a automedicação no século XXI.Assim, um dos participantes desse documentário, que é um produtor musical, relata que o uso de medicamentos o faz ser “um melhor capitalista”.Dessa forma, esse tipo de comportamento abre portas tanto para o vício quanto para a intoxicação por medicamentos, com risco de morte.De acordo com o Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas, os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em humanos no Brasil desde 1994.

Destarte, urge que o ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho realizem uma vez ao ano o “Dia da medicação consciente” nas empresas, escolas e universidades.Assim, médicos, psiquiatras e psicólogos poderão orientar a cerca da automedicação e visar a importância da prescrição médica. Ademais, promover rodas de conversa que incentivem a discussão a respeito do ambiente de pressão pós-moderno no qual os indíviduos estão inseridos é essencial para orientar o comportamento dos cidadãos no uso de medicamentos.