Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 24/09/2019
A Organização Mundial da Saúde define sete pilares para as pessoas cuidarem da própria saúde, dentre eles está a utilização dos MIPs – remédios que podem ser utilizados sem prescrição médica. No entanto, a automedicação também pode trazer ricos à saúde. Nesse contexto, deve-se analisar que a insatisfação com o serviço de saúde pública e o uso exagerado de medicamentos tornam a automedicação um problema.
Inicialmente, é importante destacar a insatisfação com o serviço de saúde um agravante da problemática supracitada. Em sua teoria “Modernidade Líquida”, Bauman explicar que as pessoas estão sempre em busca do imediatismo nas suas relações sociais. Desse modo, a demora no atendimento em hospitais públicos faz com que os indivíduos prefiram não “perder tempo” em consultórios médicos, submetendo-se à automedicação e ignorando doenças mais graves. Logo, nota-se que o atual cenário da saúde pública do país faz refletir a teoria de Bauman sobre a sociedade.
Além disso, o uso exagerado de medicamentos também contribui para o problema. Na série médica “Dr. House”, muitos pacientes têm seu estado de saúde agravado por conta do uso inadequado de certos medicamento. Fora da ficção, a situação não é distinta, haja vista que até mesmo os MIPs podem trazer consequências a longo prazo. Além do mais, alguns antibióticos também são consciencializados livremente – mesmo precisando de prescrição médica – e o uso incorreto pode aumentar a resistência bacteriana, sendo um fator de alto risco para saúde pública.
Portanto, ficam claros os fatores que tornam a prática de automedicação um problema. Em razão disso, o Governo Federal deve investir na saúde pública, de modo que haja a humanização dos serviços à população e melhorias na infraestrutura dos hospitais, visando um melhor atendimento, a fim de evitar que pacientes se automediquem ao ponto de colocar suas vidas em risco. Ademais, cabe aos farmacêuticos auxiliar e fiscalizar a compra de qualquer medicamento, objetivando o uso adequando pela população. Dessa forma, corrobora-se a automedicação segura no país.