Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 30/08/2019
Nos Estados Unidos, comerciais televisivos incentivando o uso de antidepressivos são uma realidade. Comumente, norte-americanos gozam desse direito perigoso, tornando-se dependentes dos medicamentos pelo seu uso abusivo e inadequado. De maneira análoga, no Brasil, a automedicação tornou-se um hábito desenfreado e arriscado à saúde pública. Desse modo, cabe analisar essa problemática, que ocorre pela venda indiscriminada de remédios que deveriam ser controlados, bem como os prejuízos à saúde que esse ato pode levar.
Diante desse panorama, é notório que a indústria farmacêutica age como impulsionadora do problema. A venda desenfreada de medicamentos que, por lei, deveriam ser vendidos apenas com prescrição médica, surge do pensamento capitalista. Ou seja, a maior parte da gama de farmácias preferem optar pela venda ilegal dos remédios, para que obtenham mais lucro, do que se preocuparem com as consequências que esses atos podem acarretar. Entretanto, a situação tornou-se caótica pela ingerência do Estado em não dar a devida importância, nem tomar as devidas atitudes, como a punição desses estabelecimentos, diante da problemática. Dessa maneira, é evidente que a conjuntura permanecerá caso não haja ação governamental incisiva, visto que a automedicação continua, principalmente, porque há como adquirir as drogas na corrupta indústria farmacêutica.
Outrossim, vê-se que, com o uso excessivo de remédios, problemas no que tange a saúde pública tornam-se cotidianos. De acordo com a seleção natural proposta pelo naturalista Charles Darwin, as espécies mais adaptadas às condições do ambiente sobrevivem, e passam sua resistência à prole. Assim, quando antibióticos são utilizados sem auxílio profissional e durante longo período, bactérias mais fortes passam a ser maioria, o medicamento para de fazer efeito ,e superbactérias vêm à tona. Esse fato está se tornando cada vez mais recorrente, como intoxicações e casos de dependências, configurando um ciclo vicioso,já que a automedicação só cresce. Diante do exposto, é notório que esse ato tornou-se um hábito às pessoas que, muitas vezes, desconhecem seus riscos e, então, permanecem o praticando.
Destarte, medidas são necessárias para diminuir a automedicação no Brasil. É dever do Ministério da Saúde, junto às Secretárias da Saúde, por meio de fiscalizações periódicas às farmácia e entregando panfletos informativos nas mesmas, estabelecer a ordem na venda de medicamentos controlados e, caso haja descumprimento legislativo por parte desses locais, punições, como multas, devem ser aplicadas de modo exemplar, bem como o fechamento desses estabelecimentos caso a desordem permanece. Tudo isso, com o intuito de frear essa corrupção, além de, com os panfletos, estimular as pessoas a pesquisarem sobre o problema.Desse modo, será possível evoluir o Brasil no quesito saúde pública.