Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 11/09/2019
De acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade(ICTQ), o Brasil é recordista mundial em automedicação. O levantamento mostrou que 72% dos brasileiros se medicam por conta própria, e 40% faz automedicação usando a internet. Sendo assim, convém analisar as possíveis causas e consequências desse ato.
Primeiramente, nota-se que a famosa frase “se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.” é perigosa, pois incentiva a automedicação, na qual o indivíduo se automedica primeiro e talvez procure um médico depois. Segundo o Sistema Único de Saúde(SUS), o principal motivo desse ato, é o fácil acesso a esses medicamentos sem que o paciente fique horas esperando para ser consultado por um especialista.
Além disso, ao sentir algum sintoma, a população brasileira desenvolveu a cultura de se autodiagnosticar pelo “Doutor Google”, pois assim não enfrentará filas em hospitais. Tendo em vista que, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA) permite a venda de diversos medicamentos sem prescrição médica, isso pode ser fatal para muitos indivíduos com o uso incorreto de remédios que podem trazer diversos ricos para a saúde, como por exemplo, uma grave alergia ou até levá-los à morte.
Desse modo, é importante que o Conselho Federal de Farmácia em conjunto com a Anvisa, criem leis que permitam a venda de qualquer medicamento apenas com receitas médicas, e aumente a fiscalização para que as farmácias que não cumprirem as leis, sejam punidas. Ademais, o Ministério da Saúde em conjunto com a mídia devem criar campanhas por meio de propagandas e reportagens para alertarem a população os riscos e consequências da automedicação. Sendo assim, será “na existência de qualquer sintoma, o médico deverá ser consultado”.