Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 11/09/2019
“Cibercondria”, dependência, abstinência. Entre os desafios que assolam a população brasileira, a falta de conhecimento e a facilidade de acesso figuram como grandes agentes responsáveis pelas implicações da automedicação na cultura do brasileiro. Por conta desses impasses, a construção de uma sociedade responsável em termos de saúde é uma realidade distante.
Primordialmente, a falta de conhecimento figura como principal causa da problemática. De acordo com o Ministério da Saúde, a automedicação é um grande risco à saúde da população. Essa situação é decorrente da falta de conhecimento efetivo sobre os efeitos e os riscos dessa situação para a população, como consequência desse processo, o indivíduo corre o risco de tomar medicação errada, em dose errada e assim causar mau a própria saúde, podendo levar a morte do mesmo por conta da irresponsabilidade e falta de ética ao medicar-se. Desse modo, é necessário resolver a problematização.
Ademais, a facilidade na obtenção desses compostos corrobora para o agravamento da problemática. De acordo com Zygmunt Bauman, em sua tese sobre modernidade liquida afirma que o comportamento social está diretamente ligado com a facilidade de obtenção das coisas. Em analogia à citação, a grande facilidade em adquirir medicamentos acelera o processo de automedicação uma vez que o indivíduo não quer ir ao médico e tem uma farmácia próximo de sua residência, dessa forma ele irá preferir automedicar-se ao invés de procurar um profissional.
Diante do apresentado,a questão abordada ainda é um problema. Assim, infere que é dever do Poder Público garantir o fim da automedicação do meio da criação de uma lei que proíba a comercialização de medicamentos sem receituário médico, além da promoção de campanhas com profissionais que evidenciem os riscos da automedicação a fim de acabar com o mau da sociedade.